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Silvia Pires nasceu na capital paulistana, onde reside atualmente. Silvia Lu, como é conhecida em nosso portal, é uma escritora entusiasta que também participa de outros sites literários como o Anjos de Prata (www.anjosdeprata.com.br), o Anjos Caídos (www.anjoscaídos.jor.br) e o Recanto das Letras (www.recantodasletras.com). Silvia tem contos e crônicas publicados em três antologias. |
“Você se prendeu, e prisioneira de seus valores, não se deixou seguir o próprio caminho com a alma.”
Ela nasceu naquele cativeiro, junto a outras de sua espécie. Desde cedo, foram acorrentadas ao chão, ensinadas a respeitar a força indestrutível daquelas correntes. Suas vidas se resumiam em serem admiradas pela beleza que a natureza lhes concedeu. O único objetivo que tinham, era tornar-se cada vez mais belas e mais admiradas.
Porém, ela começou a se questionar se não havia outro modo de viver. Afinal, se possuía asas grandes e belas, porque não era permitido que voasse?
Um dia, cansada daquele pequeno e limitado espaço, arriscou-se na tentativa de voar, mas sequer saiu do chão, pois o peso da corrente era muito maior que sua própria força. As outras riram e caçoaram dela, achavam um desperdício de força uma simples borboleta tentar se soltar de algo tão forte e pesado.
Contudo, seu coração entristecido pela falta de liberdade, dizia que era possível romper aquela barreira, mesmo que aparentemente fosse tão difícil. Assim, por várias vezes ela tentou, mas sem sucesso.
A medida que o tempo passava, ela sentia-se cada vez mais oprimida e infeliz. Recusava-se a acreditar que nascera apenas para ser bela.
Foi quando escutou mais atentamente seu coração, que pacientemente dizia que nada poderia ser mais forte que a vontade de ser livre, se esse fosse o verdadeiro desejo de sua alma.
Então, ela olhou para as grossas correntes e percebeu que ela era seu próprio cárcere, pois aquilo tudo não passava de ilusão. Por todo o tempo havia se limitado a sua vaidade, assim como as outras.
Mudando a visão de sua situação atual, num simples bater de asas e com uma determinação inabalável, alçou vôo, e aquela corrente, que antes lhe parecia tão forte, tornou-se frágil e partiu seu elo permitindo que ela se fosse, livre e leve como devia ser!
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